| Pedro Silva, Presidente da Direcção da BSP |
| 04-Jun-2010 | |
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Sr. Pedro Silva, muito obrigado por ter aceite o nosso convite para esta entrevista e por se ter deslocado às nossas instalações. Aproveitamos para lhe dar os parabéns pelo 5º Aniversário da BSP e desejar-lhe que o repita, de preferência, por múltiplos de cinco. 1. Em 2005, ano da fundação da BSP, Rui Maia - um dos fundadores - numa entrevista ao Bandasfilarmonicas.com referiu que, a criação de uma Banda Sinfónica era "uma grande possibilidade para ajudar a colmatar a lacuna que existe no nosso país de orquestras. Iria também permitir aos jovens músicos interessados em participar que adquirissem experiência a um elevado nível artístico e alguma remuneração. A BSP mantém esta filosofia? É esta a sua verdadeira razão de existir? Sim, mantém essa filosofia. Uma das razões que me levou a abraçar o projecto da BSP foi exactamente esse desafio. Tinha a nítida percepção de que havia muitos jovens que terminavam os cursos superiores de música, excelentes músicos, mas restavas-lhe a opção de leccionar e não de tocar. Como sabem, o que pretendem os instrumentistas é obviamente tocar. Em Portugal, infelizmente não há lugares nas orquestras para todos esses jovens que se formam anualmente. Daí a criação da BSP que aparece como um projecto de "apoio" a essa franja de jovens no início de carreira. Foi esse princípio que nos orientou há 5 anos atrás e se mantém com o mesmo vigor. 2. Quantos jovens já passaram pela BSP nestes 5 anos de existência? Ao longo destes cinco anos já passaram muitos jovens, seguramente mais de uma centena. A BSP tem um núcleo "duro" constituído pelos chefes de naipe e uma base fixa permanente. Não sendo um projecto fechado em si mesmo, vai dando a oportunidade a vários elementos que finalizam os seus cursos ou estão ainda a estudar, cuja competência artística é reconhecida. Por norma, temos entre 50 e 70 músicos nos concertos, dependendo do programa a executar e das condições logísticas colocadas à disposição. 3. Esse "núcleo duro" ou espinha dorsal, tem alguns privilégios em relação aos novos músicos? Em cada naipe há um chefe incumbido de organizar o mesmo para cada programa. A maior parte está na BSP desde a sua fundação. Acreditem que é um cargo de grande responsabilidade. Quanto aos restantes instrumentistas, vários são também membros desse núcleo. Certamente que esse grupo restrito sente que só deixará de fazer parte dele se não puder continuar. 4. Quando é necessário convidar músicos que critério de selecção utilizam? Como este é um projecto que não garante trabalho a tempo inteiro, existem pontualmente algumas incompatibilidades de conciliação com as actividades diárias/profissionais dos músicos e surge a necessidade de se convidar quem os substitua. Apesar de ser um dos nossos objectivos, criar uma estrutura que lhes permita trabalho permanente ou pelo menos semi-profissional, isso ainda não é possível. Então, na circunstância de alguém não poder participar por incompatibilidade de agenda, cabe ao chefe de naipe sugerir quem se deve convidar, baseado no CV, no nível artístico e experiência de cada jovem instrumentista. 5. Quando acontece essa colisão de compromissos, que procedimentos tomam os músicos? Quando colidem as agendas, os músicos são totalmente livres de optar. São eles que devem saber da sua disponibilidade e se não a tiverem comunicam de maneira a serem substituídos. 6. E isso não é complicado de gerir? Nunca tiveram problemas com esses procedimentos? Não, até agora não tem havido problemas. Há muitos músicos disponíveis. Se uns não podem, outros esperam oportunidade... 7. Se os compromissos colidirem com as filarmónicas isso não gera mal-estar entre músicos, as bandas e a BSP? Nunca tivemos qualquer problema a esse nível e penso que isso nunca acontecerá. São os músicos que têm de decidir se podem ou não vir colaborar com a BSP de acordo com os seus compromissos. Mas, que fique claro, não há colisão porque o trabalho da BSP é diferente daquele que é desenvolvido pelas Bandas Filarmónicas. 8. Que requisitos que tem de ser cumpridos pelos músicos para participar na BSP depois de convidados? Até este momento a BSP funciona por estágios. Por exemplo, quando temos um concerto e um programa específico, realizamos ensaios de naipe com o maestro titular. Dependendo da exigência do programa assim variará o número de ensaios. Os chefes de naipe são responsáveis por toda a organização do seu grupo. Os requisitos fundamentais a cumprir pelos músicos são: Zelar pelo bom nome e prestígio da Banda Sinfónica Portuguesa; comparecer a todos os ensaios marcados pelos Director Artístico, tendo em vista a adequada preparação para as respectivas actuações; Submeter-se à coordenação do Director Artístico durante os ensaios e actuações e garantir, pelo seu comportamento, a boa e regular prestação de serviço; Ser pontual; Apresentar-se com brio e manter uma postura cuidada durante as actuações. 9. É um trabalho intensivo. Os músicos não têm descanso? Claro que sim. Os ensaios são muito rigorosos e rentabilizados ao máximo. Os músicos não são “de ferro” e precisam de descansar... Normalmente cada ensaio tem uma duração média de 3 horas, obviamente com intervalo. É importante referir que a BSP trabalha a um nível altíssimo e vai continuar assim. Não pode ser vista como “mais uma Banda”. A BSP afirma-se como uma referência na área das Bandas Sinfónicas e é nesse pressuposto que trabalha em todos os programas que faz. 10. A logística da BSP é tratada pela direcção na generalidade ou, em relação aos músicos, cada um assume as suas responsabilidades em termos de alojamento, refeições, etc. Na BSP há uma estrutura composta por Director Artístico, uma Direcção Executiva, Director de Produção (a pessoa que trata de toda a logística com o local de ensaio, transporte, instrumentos, etc.) e o Director de Comunicação e Imagem. Portanto, é tudo um trabalho de equipa, onde cada um exerce a sua função e tem as suas responsabilidades. Referente às despesas dos músicos, a BSP atribui um cachet por cada concerto de acordo com o escalão a que pertence e ajudas de custo. 11. Portanto, os músicos recebem o valor do cachet relativamente ao escalão a que pertencem e as respectivas ajudas de custos. Estas ajudas são variáveis de acordo com o evento, e iguais para todos, ou atribuídas em função das despesas de cada um? As ajudas de custo são iguais para todos. Simplesmente estão é sujeitas a algumas regras relativamente aos ensaios. Isto é, consideramos um mínimo necessário de ensaios para que um músico esteja preparado para o concerto. Se os músicos faltarem sem a devida justificação serão monetariamente penalizados, ao contrário daqueles que são assíduos. Tudo isto, no nosso ponto de vista, é uma forma de os incentivar à participação empenhada. E isso é valorizado. 12. Que reacção tem os músicos a estas regras? Aceitam sem problemas. As regras são claras no nosso regulamento interno e eles têm conhecimento delas. 13. E não têm falta de músicos!?... Não. Como disse anteriormente, há muitos músicos disponíveis. É precisamente um dos nossos objectivos, proporcionar-lhes trabalho. 14. Sr. Pedro, considera que seria possível haver em Portugal outro projecto idêntico ao da Banda Sinfónica Portuguesa? Estou perfeitamente convencido que sim. Vejamos o exemplo dos nossos vizinhos espanhóis, onde há muitas bandas sinfónicas municipais. Aliás, a BSP já recebeu convites de duas dessas bandas, a Banda Municipal da Corunha e Banda Municipal de Madrid, para realizar concertos inseridos nas comemorações dos seus aniversários. Em Portugal, a BSP é a única desde há cinco anos e muitos acreditavam que seria mais um projecto condenado ao fracasso. Estavam errados. A BSP respira saúde e recomenda-se. É pena que não existam congéneres. 15. A BSP está cada vez com mais vigor e a torna-se, a cada evento que passa, num projecto de alto relevo artístico-cultural. Acredita mesmo que é para continuar assim? Absolutamente. Desde o início que tenho plena consciência de que se trata de um projecto arrojado. Quando me dedico a algo, gosto de levar tudo com muito afinco e seriedade. Não desisto facilmente. Nem eu, nem a minha equipa. A BSP é para continuar assim. 16. Nunca vacilou no exercício das suas funções como Presidente da BSP? Nem pensar. Disponibilizei-me e continuo a disponibilizar-me ao máximo para a Banda Sinfónica. Tenho uma vasta experiência na área da administração e de liderança de grupo e foi aqui (na BSP) que coloquei tudo o que sabia em prática. Na altura da fundação, a BSP não tinha qualquer base interna estatutária. Somente após o 1º concerto, a 1 de Janeiro de 2005 no Rivoli, se começou a compor uma estrutura organizativa, sólida, eficaz - como se comprova cinco anos após - e determinada. Sinto-me honrado por ter presidido até agora a essa organização. 17. Quer dizer que a sua entrada para a BSP foi efectivamente após o concerto inaugural? Posso dizer que colaboro com a BSP desde o início e já dei o meu contributo na organização do concerto de apresentação. Após o 1º concerto, organizaram-se os orgãos sociais e foi então que assumi o compromisso de presidir à direcção da BSP. 18. Sr. Pedro, enquanto presidente da BSP, é remunerado? Não. Não é por razões monetárias que estou com a BSP, mas por gosto e por querer ver os músicos felizes e realizados. Também tenho filhos a estudar música e sei que mais tarde poderão vir a ter dificuldade em ter trabalho se à música se quiserem dedicar. Os músicos são a razão da existência da BSP. 19. Mesmo nos concertos, nenhuma fracção do cachet lhe é dedicada? Não. 20. Ou seja, está intrinsecamente ligado à BSP? Sim, a BSP é a minha 2ª família. Aliás, já fui “acusado” pela 1ª família de dar mais atenção à BSP!... 21. Nestes cinco anos de existência, quantos eventos a BSP já realizou? Para além dos concertos, há uma variedade de eventos que a BSP desenvolve. Em média, fazemos 18 a 20 concertos gerais por ano, depois temos os pequenos concertos de ensembles. Globalmente, fizemos mais de centena e meia de concertos neste 5 anos. 22. Quais foram os momentos de maior relevo para a BSP? Para mim, de uma perspectiva mais emocional, foi o momento da vitória do Concurso de Vila de La Sénia - Espanha. Este foi o 1º concurso em que a BSP participou e venceu o prémio mais importante. Foi um momento que me emocionou e me revelou de facto que vale a pena estar com a BSP pela qualidade artística, pelo projecto que considero social, pela referência que é no nosso país e até a nível internacional. 23. E o facto de ter passado pela BSP, por exemplo, Jan Cober, não lhe acrescentou um momento alto, uma vez que é uma figura de topo da música a nível mundial? Sem dúvida. A BSP já teve muitos momentos altos: Jan Cober, Douglas Bostock, Rafael Vilaplana, entre outros. Todos atingiram grandes momentos artísticos com a BSP. E é reconfortante para nós saber pelas palavras deles que a Banda Sinfónica Portuguesa está ao nivel das melhores Bandas Sinfónicas do Mundo. É um privilégio enorme. Referi La Sénia porque me sensibilizou particularmente, mas a BSP teve felizmente muitos momentos altos nestes 5 anos. 24. Pensam voltar a participar em concursos? Não está nos nossos planos, por enquanto. Achamos que os concursos não são o que mais motiva os nossos músicos. Estes querem sim é fazer concertos sobretudo com programas inovadores e com maestros de topo. E esta é, de uma forma geral, a nossa aposta, à qual temos vindo a dar mais atenção. 25. E momentos baixos? Não existem?! É tudo um mar de rosas? Não, não é tudo um mar de rosas. Porém é tudo fruto de muito trabalho e dedicação por parte de todos os intervenientes. É esta a chave do sucesso!... Mas realmente quanto a momentos baixos... não há nada a assinalar. 26. Os resultados dos eventos da BSP são sempre positivos? Mesmo em termos financeiros? Sim. Graças a uma gestão muito rigorosa, temos conseguido equilibrar a balança e felizmente, os resultados no final do ano têm sido positivos. Contribuem para isso as receitas provenientes da venda de espectáculos, apoios institucionais, de sócios, etc.. 27. Quantos sócios tem a BSP? Temos 200 sócios, em que cerca de 150 pagam pontualmente as quotas. 28. Os projectos da BSP são em quantidade e em qualidade e acreditamos que são efectivamente úteis, sob o ponto de vista artistico e cultural, e porque não social, ao país. Sr Pedro, acredita que nesta conjuntura de crise, de grandes dificuldades económicas, o projecto BSP continuará a afirmar-se? Acredito veementemente que sim dada a qualidade dos nossos projectos. É com esta convicção que trabalhamos empenhadamente. ![]() 29. Que subsídio recebem do Ministério da Cultura? O projecto que apresentamos ao Ministério da Cultura para o biénio 2009/2010, foi contemplado com uma comparticipação de cerca de 53 000Eur anuais. Em devido tempo, voltaremos a candidatar-nos, naturalmente. 30. Nesse apoio do Min. Cultura, não está previsto uma remuneração para o presidente ou para a direcção artística? Está sim prevista uma parcela para a estrutura e isso é gerido de acordo com o que seja mais conveniente para a BSP. 31. Cada músico que participa assiduamente na BSP ganha em média 1000 Euros por ano? Cada Músico aufere um cachet fixo por concerto dependendo do escalão em que se insere, ao qual é acrescido um valor relativo a ajudas de custo que é igual para todos. O valor anual depende do nº de participações. 32. A BSP é remunerada em todos os concertos que faz? Sim, em praticamente todos. Não obstante, também poderão ser realizados eventos promovidos ou organizados pela BSP sem qualquer receita. Porém os músicos são remunerados da mesma forma. 33. Que tempo acha que a BSP ocupa aos músicos no final do ano? 1 mês de trabalho? Para os mais assíduos, provavelmente. Mas note-se que a experiência que se adquire na BSP, se for quantificada em Euros, suplantará largamente o valor que atrás referiu. É um detalhe importante. 34. Sabe que qualquer músico da BSP ganha isso numa banda filarmónica? Sim, até talvez mais. Mas o trabalho é diferente. Os músicos vão para a BSP pelo nível artístico que esta atinge e não por motivos monetários - apesar de estes não serem esquecidos. Naturalmente que se o trabalho fosse permanente, a remuneração seria diferente. 35. Tal como Rui Maia dizia: a BSP vem “ajudar” e não “criar um posto de trabalho”. Exactamente. O músico tem toda a liberdade para conjugar diversos trabalhos. Contudo é nosso objectivo criar condições que garantam aos músicos a realização de trabalho com carácter mais regular. 36. Sr. Pedro, quem delibera na BSP sobre os projectos a levar por diante? Há uma grande interligação entre a direcção artística e a executiva. Uma completa a outra. A direcção artística apresenta as suas ideias à direcção executiva. Em conjunto, tudo é devidamente ponderado e então tomada uma decisão. 37. A direcção artística alguma vez apresentou projectos com custos incomportáveis? Não. Pondera-se tudo até ao mais ínfimo pormenor. A direcção artística está perfeitamente ciente da estrutura de custos da BSP e portanto sabe que as ideias que apresenta terão de ser exequíveis. 38. A BSP tem como titular da batuta o Maestro Francisco Ferreira, a quem aproveitamos para enviar os nossos cumprimentos. Está como director artístico há cinco anos. Não é tempo suficiente para um titular?... O Maestro Francisco Ferreira sempre disse que o lugar dele não é vitalício. Ele está connosco porque vive a BSP da mesma forma que eu vivo. O trabalho que tem desenvolvido tem sido fantástico. No entanto, tudo é possível mudar. A Direcção é eleita pela Assembleia-Geral, como sabem. A nomeação do Director Artístico é uma das competências da Direcção. No entender da actual Direcção, o Maestro Francisco Ferreira é fundamental no desenvolvimento do projecto. Seria muito improvável que tivesse esta solidez sem a sua dedicação e empenho. 39. Claro. No entanto, diz-se que “a BSP é do Francisco Ferreira”. Que comenta Sr. Pedro? Não. A BSP é uma associação cultural legalmente constituída e, portanto, com órgãos sociais próprios: Assembleia-Geral, Direcção e Conselho Fiscal. Cada órgão tem as suas competências bem definidas. A BSP não é de ninguém em particular. 40. Qual é o orçamento geral, anual, da BSP? O orçamento anual é sempre apresentado pela Direcção em reunião ordinária da Assembleia-Geral e é elaborada tendo em conta a previsão de receitas e despesas para o respectivo ano. As principais fontes de receita são a venda de espectáculos, quotas de sócios, donativos, patrocínios e o subsídio do Ministério da Cultura. 41. Com esse orçamento fazem uma média de 2 concertos por mês com a Banda Sinfónica e vários pequenos concertos por ensembles, não é verdade? Com esse orçamento é suportada toda a actividade desenvolvida pela BSP durante o ano. 42. Poder-se-ia comparar a BSP a uma Banda Militar? Não. São coisas distintas. As Banda Militares, na minha opinião, têm a sua razão de existir e ocupam um espaço próprio. Se existem em nº adequado à realidade do nosso país, se funcionam bem ou mal, caberá às entidades competentes avaliar. A BSP desenvolve outro trabalho, é apreciada e avaliada por outro ministério. É uma associação cultural. São realidades incomparáveis!... 43. Nunca esteve nos planos da BSP convidar maestros militares portugueses para a dirigir, assim como faz com maestros estrangeiros? De momento não está previsto. Mas não quer dizer que isso não venha a acontecer. 44. Quanto a Maestros civis - portugueses - parece que a BSP é também ou pouco reticente em convidar?... Discordo. A verdade é que alguns já dirigiram a BSP e está nos nossos planos continuar a convidar vários maestros portugueses. 45. A BSP promove também um festival de Bandas na Casa da Música. Como se processa esse festival e como são seleccionadas as Bandas para participar? A Direcção Artística da BSP tem um papel de interlocutor no que concerne à indicação das Bandas para o Festival promovido pela Casa da Música. 46. Sr Pedro, naturalmente terá críticas relativamente às posições que toma ou defende. Como reage às críticas? Todas as críticas positivas ou negativas, desde que construtivas, são sempre bem vindas. As que são meramente destrutivas são simplesmente ignoradas. 47. Quanto tempo mais acha que vai ficar no leme da BSP? Estou a cumprir o 2º mandato como presidente da Direcção da BSP. Esta foi reeleita para o triénio 2009/2011. Portanto, até lá procurarei dar o meu melhor no sentido de concretizar todos os objectivos propostos. Depois ver-se-á, o futuro é sempre uma incógnita. É a Assembleia-Geral que decide. Independentemente do que vier a acontecer, a BSP tem e sempre terá um lugar especial no meu coração. 48. Quer dizer-nos qual a sua opinião franca, relativamente à importância do site bandasfilarmonicas.com, onde vai ser publicada esta entrevista? Penso que o site bandasfilarmonicas.com representa uma mais valia para o panorama musical português. Reúne informação detalhada sobre a esmagadora maioria das nossas Bandas e contribui decisivamente para a divulgação dos eventos mais relevantes que vão sendo realizados pelas mesmas. Muito obrigado Sr. Pedro Silva por se ter disponibilizado para esta entrevista. Reiteramos os nossos parabéns pelo 5º aniversário da BSP e desejamos que todos os vossos projectos continuem a ser bem sucedidos. Foi com muito gosto que aceitei a amabilidade do vosso convite e estarei sempre disponível para o que entenderem conveniente. ![]() Curriculum Vitae de Pedro Silva, Presidente da Direcção da BSP Pedro Silva tem 48 anos de idade é casado e pai de 2 filhos. É Director de Serviços Administrativos numa das mais prestigiadas Escolas Privadas da cidade do Porto (Colégio D. Duarte), onde exerce funções há mais de 25 anos o que lhe confere competências reconhecidas em vários domínios, tais como na definição da política geral da empresa com o conhecimento de planificação e coordenação de diversas funções, no exercício de funções consultivas na organização da empresa e na direcção de diversas funções, nomeadamente financeira, administrativa e de pessoal. Ao longo de praticamente toda a sua vida esteve de alguma forma ligado à Música e ao Associativismo. Desde a infância que o seu principal hobby é a MÚSICA. Foi instrumentista em Bandas Filarmónicas e outros agrupamentos musicais durante mais de 20 anos. Nascido no seio de uma família de Músicos amadores (pai, tios e primos) começou com poucos anos de idade a acompanhar as actividades da Banda Musical e Cultural de Paço de Sousa e com 12 anos já integrava as suas fileiras o que se prolongou por mais de 10 anos. Já adulto, casado e a viver no Porto, foi convidado para integrar a Banda de Alfena o que aceitou "com muito gosto durante mais uma dezena de anos" enquanto a sua vida pessoal e profissional permitiu. Os seus filhos são estudantes de Música na Academia de Costa Cabral, integrando também uma Banda Filarmónica (Moreira da Maia). É Presidente da Direcção da Banda Sinfónica Portuguesa, legalmente constituída como Associação Cultural, desde o início da sua fundação, conjugando desta forma o “útil” e o “agradável”: a sua experiência profissional e o seu principal “hobby”.Perante o exposto, poder-se-á afirmar que a sua vida sempre esteve, está e estará indissociável da Música e intrinsecamente ligada ao Associativismo. |

