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Cultura contribui com 2,7 milhões por ano

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Setor da cultura emprega perto de 90 mil pessoas

Pela primeira vez em Portugal foi elaborada uma Conta Satélite da Cultura, tendo como objetivo identificar a contribuição desta área para a riqueza nacional. Estes dados dizem respeito ao triénio de 2010-2012 e o projeto resultou de uma parceria entre o INE (Instituto Nacional de Estatística) e o GEPAC (Gabinete de Estratégia, Planeamento e Avaliação Culturais). O INE pretende fazer atualizações de dois em dois anos.

No comunicado disponibilizado pelo INE, esta quinta-feira, pode ler-se que “as atividades económicas relacionadas com a cultura foram desenvolvidas por cerca de 66 mil instituições, que representam, em média, 1,7% do Valor Acrescentado Bruto, 2% do emprego total e 2,2% do total das remunerações”.

A cultura contribuiu cerca de 2,7 milhões por ano, entre 2010 e 2012, e apesar do decréscimo do setor, a par da economia, verificou-se que o emprego ultrapassou “o registado, por exemplo, na indústria imobiliária ou de telecomunicações”, referiu Cristina Ramos, diretora do Serviço de Contas Satélite no INE. Cerca de 89 mil pessoas estão empregadas em atividades relacionadas com o setor da cultura e existem perto de 66 mil entidades representativas do setor. Já o número de exportações, aumentou em cerca de 11%. enquanto as importações diminuiram quase 10%, acabando por equilibrar o saldo externo nacional. Ainda assim Jorge Barreto Xavier, Secretário de Estado da Cultura, considera que este é um setor que “ainda se encontra deficitário”.

Além de Portugal, apenas mais quatro países dispõem de uma Conta Satélite da Cultura: Espanha, Finlândia, Polónia e República Checa. Como salienta Barreto Xavier, “ao lado da Finlândia, é a mais atualizada e a melhor das cinco existentes na União Europeia”.

Para Cristina Ramos, esta é “apenas uma peça deste enorme puzze que é a cultura”. Já o Secretário de Estado da Cultura garante que “a cultura é mais relevante para o desenvolvimento humano que a ciência ou a tecnologia.”

 

in Correio da Manhã, por Joana Zagalo em 28.08.2015

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