Artistas

António Saiote

Data:

Nasceu em Loures em 14-07-60.
Terminou o curso do Conservatório Nacional com 20 valores em 1979. Foi solista na Orquestra Sinfónica Juvenil desde 1973. Representou Portugal na Orquestra Mundial de Juventude em 1977 ( Coreia e Japão) e 1982 (Hungria) e 1983 ( Espanha).

Foi bolseiro da Fundação Gulbenkian em Paris e Munique onde obteve o Meisterdiplom com distinção.

Foi solista na orquestra do teatro Nacional de São Carlos e na Régie Sinfónica onde era o único solista português. Membro do Grupo de Música Contemporânea de Lisboa com Jorge Peixinho durante 11 anos. Membro do Júri nos prestigiados concursos de Toulon, Constancia, Sevilha e presidente do Valentino Buchi em Roma.

Solista convidado dos congressos mundiais em EUA, Bélgica, França, Suécia e Japão.

Actuou ou ensinou em mais de vinte Países da Ásia, Europa, América e Africa do Norte. Foi professor nos conservatórios de Coimbra, Figueira da Foz, Castelo Branco, Lisboa, Academia de Évora e dos Amadores de Música, Escola Superior de Lisboa, Universidade de Aveiro e Católica do Porto.

Actualmente é professor na ESMAE (Porto). Actuou nos Festivais de Sintra, Estoril, Nancy, Xangai, Macau, Rabat, São Paulo, Belo Horizonte, Guimarães, Aveiro, Vila Real, Póvoa de Varzim, Paços de Brandão, Espinho, Algarve, Madeira, Açores e Folle Journée (CCB).

Os seus alunos tocam em todas as Orquestras Portuguesas (melhor ratio por nacionalidades/instrumento) ensinam nas melhores escolas. São também detentores de prémios internacionais.
 
Prémios Recebidos

– 1º Prémio Artes e Ideias (Música de Câmara e solista)
– 1º Prémio Novos Valores da cultura M. Câmara e Solista.
– Críticas nos jornais Público, Diário de Notícias, Zurcher Zeitung, Monde de la Musique e ICA.

Discografia

Recital com Pedro Burmester para a Saphir
Concertos de Kurpinsky e Canongia para a Numérica
Compositores Portugueses para a Strauss
Quarteto para Clarinetes para a Transmédia
Recital com Michiko Tsuda – Panclassis – 10 anos de sinfonieta. Gravações escolhidas editadas pela ESMAE

Cargos Ocupados

– Presidente da Escola Superior do Porto
– Presidente da Associação Portuguesa de Clarinetes
– Maestro-Titular da Orquestra Académica do Porto
– Maestro-Assistente da Orquestra Clássica do Porto
– Director Artístico e Fundador dos Solistas do Porto

Personalidades Com Quem Actuou

Jorge Peixinho, Olga  Pratts, Gerardo Ribeiro, Anabela Claves, Elizabeth Matos, Irene Lima, António Rosado,  Pedro Burmester, Gerard Caussé, Luciano Pavarotti, Edita Gruberova, Quarteto Prazac, Walter Boeykens, Karl Leister, Jacques Lancelot, Louis Claret, Wilfried Strehle, Larry Combs, Sequeira Costa, entre outros.

Orquestras Onde Actuou Como Solista

Gulbenkian, Sinfonia Portuguesa, Clássica do Porto, régie Sinfónica, Rádio de Lisboa e Porto, São Paulo, Xangai.

Desde 1998 desenvolve paralelamente uma profícua carreira de maestro tendo dirigido vários vezes a Sinfónica Portuguesa, Orquestra Clássica do Porto, Filarmónica das Beiras, Orquestra Académica e ESMAE.
Estudou em Espanha com Artur Tamayo e em Inglaterra com Georges Hurst. Este considerou-o um dos alunos mais brilhantes que passaram pela Academia de Canford.

– Dirigiu na Venezuela, Espanha, Lituânia, Inglaterra e Alemanha.
– Na Ópera dirigiu o Remix Ensemble, Sinfónica Portuguesa e ESMAE.
– Fala castelhano, italiano, francês, alemão, polaco.
– Frequanta um MPHIL em Direcção de Orquestra, na Universidade de Sheffield.
– É Director artístico do Festival e Academia de Guimarães.
– A convite de Sequeira Costa será membro do júri do Prémio Viana da Mota na sua quinquagésima edição.

Óperas Dirigidas

– O Amor Industrioso, de Sousa Carvalho
– Il Boticário, de Haydn.
– Cosi Fan Tutte, de Mozart
– Amor de Perdição, de João Arroyo
– Kleine Mahagony e Os Sete Pecados Mortais, de Kurt Weill
– O Doido e a Morte, de Alexandre  Delgado
– Pierrot Lunaire, de Schoenberg

Projectos Futuros

– Hora Espanhola
– Westside Story
– Diálogo das Carmelitas

Compositores Dirigidos do Repertório Sinfónico

Mahler, Debussy, Mozart, Holst, Wagner, Stravinsky, Tchaikovski, Shostakovich, Schumann, Brahms, Mendelsohn, entre outros autores clássicos e contemporâneos.

Imprensa

“Da excelente interpetação de António Saiote retivemos sobretudo uma inteligente delimitação de planos sonoros, em boa parte resultante de um fraseado orgânico, de uma emissão sempre muito expressiva, e de uma presença extremamente natural e flexível, em que o gesto sempre corresponde ao som.”
Fernando Lapa, Público, 1995

“António Saiote played with virtuosic brilliance, very appealing and expressive throughout, with great style, control, and conviction.”
James Gillespie, Revista da Associação Internacional do Clarinete, 1992

“A clareza e a segurança da sua marcação foram indícios de que um excelente clarinetista pode dar origem a um excelente maestro.”
Alexandre Delgado, Público, 1997

“Nas restantes peças, o trio esteve bem, com especialíssimo destaque para a prestação de António Saiote. O clarinetista tocou de forma esplêndida, com sonoridades muito polidas, e um extraordinário sentido de frase. Saiote possui a qualidade de variar o timbres sem sacrificar a continuidade do tempo, facto que nem sempre se verifica em solistas de renome internacional. Atento às nuances expressivas dos outros músicos, Saiote não procurou falsos protagonismos e caracterizou com requinte muitos dos detalhes naturalistas expressos nos textos alemães.”
Rui Pereira, Público, 2003

“O Remix Ensemble revelou uma coesão optimizada pelo rigor, precisão e energia da direcção de António Saiote, pedra basilar de todo o conjunto.”
Cristina Fernandes, Público, 2001

“António Saiote, maestro, revela as mesma reais qualidades que se lhe reconhecem à muito como clarinetista: apurado sentido de frase; orgânico desenho de linhas, pontos, planos; expressiva leitura do todo. O clarinete é um instrumento extraordinariamente dúctil; a direcção de António Saiote também: A sua gestica simples e rigorosa, mas modulada e flexível, mostra-nos que o som tem um percurso (nasce, cresce e morre).”
Fernando Lapa, Público, 1997

“Bem andou o maestro António Saiote, a propor tão sugestivo programa, revelando qualidades como competência, musicalidade, carisma, que explicam o indiscutível sucesso deste concerto. António Saiote revela aquele tipo de empatia que é capaz de imobilizar um largo efectivo para um mesmo e perfeito objectivo, num curto espaço de uma semana. Depois, a direcção de António Saiote é clara e expressiva. Elegante também. O maestro sabe fazer-se entender (…) como não pode deixar de lembrar-se a perfeita condução da orquestra no último quadro dos Pinheiros de Roma, desde a levíssima melodia do início até ao apoteótico final, num longo e magistral crescendo.”
Fernando Lapa, Público, 1999

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